
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Idade ? 52
Profissão ? Cartoonista
Clube preferido ? Benfica
Filme ? 2001 Odisseia no Espaço
Música ? 5ª Sinfonia de Beethoven
Sempre gostou de desenhar ou pintar?
Sim
Quando e como elaborou o primeiro cartoon?
Não me lembro
Em que revistas e jornais, já participou?
(Ver curriculum)
Em termos jornalísticos o que o levou a optar pelo cartoon?
É uma forma de participar na sociedade
Como é que encara o cartoon, só como trabalho ou também como um hobbie?
É uma profissão
Qual a importância que dá ao cartoon no jornal? (Um jornal sem cartoon é como comida sem sal?)
Um jornal com bons cartoons ganha, com maus perde.
A opção pelo cartoon político foi por acaso ou é uma área onde se sente mais à vontade?
Sinto-me à vontade, no entanto é uma opção editorial do jornal.
Qual é o político que lhe dá mais gozo elaborar determinado cartoon?
Não tenho preferência.
É um trabalho fácil elaborar os cartoons do Expresso?
Ás vezes é fácil, outras mais difícil, mas temos que ser profissionais.
Os trabalhos que elabora partem de sugestões do jornal ou tem total liberdade de criação?
Tenho liberdade criação.
A ideia do trabalho surge de repente ou vai trabalhando essa ideia ao longo dos dias?
Depende, não há duas semanas iguais.
Já elaborou o cartoon da sua vida?
Isso existe?
Qual o que mais gostou de elaborar?
Vários.
Já teve alguns problemas com algum dos cartoons que elaborou?
Sim
Se fosse hoje teria feito o cartoon do ?Papa e o preservativo??
Hoje não, porque não temos Papa. De resto, a posição oficial
da Igreja continua a justificar um cartoon como aquele.
Quais as exposições que mais o marcaram?
A minha 1ª Exposição no estrangeiro, em Bona.
Para além do cartoon tem alguma actividade plástica?
Sim a escultura.
Quantos livros já publicou?
(Ver Curriculum)
Como gosta de ser designado: cartoonista ou cartunista?
Por agora aceito as duas e espero que os linguistas decidam.
Qual o trabalho que mais admira em termos de cartoonistas a nível nacional e internacional?
Os trabalhos de Brad Holland, Ralph Steadman e Sabat
Como explica o facto do meio dos cartoons estar dominado pelos homens?
Não faço a mínima ideia, não explico.
Cartoonistas que admira ou que o influenciaram.
David Levin e Brad HollandIndique o cartoon que mais gostou até ao momento (de outro autor).
São tantos não é possível isolar 1.
Postado por ConceiçãoOliveira às 3:39 AM
Terça-feira, Março 15, 2005
Idade-39
Profissão-Cartoonista
Clube preferido-Mineiro Aljustrelense(clube da minha terra natal). Entre os grandes desgosto menos do Sporting
Filme-Tantos…
Música-Tantas…
Sempre gostou de desenhar ou pintar?
Sim, desde criança que desenho.
Quando e como elaborou o primeiro cartoon?
Em 1985, para um jornal intitulado “Diário/fim-de-semana” e era um cartoon sobre política nacional.
Em que revistas e jornais, já participou?
Depois desse jornal, passei por vários jornais e revistas até chegar a “A BOLA”, em 1990, “PÚBLICO”, em 1993, “JORNAL DE NEGÓCIOS”, em 2003 e “SÁBADO”, em 2004.
Em termos jornalísticos o que o levou a optar pelo cartoon?
O gosto pelo desenho, sem dúvida.
Como é que encara o cartoon, só como trabalho ou também como um hobbie?
Neste momento é 100% trabalho, mas feito com o prazer de um hobbie.
Qual a importância que dá ao cartoon no jornal?
(Um jornal sem cartoon é como comida sem sal?)-É mais do que isso, até porque podemos reduzir perfeitamente o sal na comida. Já um jornal sem cartoons fica mais frio, com menos alma…
É mais fácil elaborar os cartoons d’ A Bola ou do Público? (por outras palavras, é mais fácil a crítica política ou desportiva?)
São de dificuldade semelhante, depende dos dias e do que esteja a acontecer.
Os trabalhos que elabora partem de sugestões do jornal ou tem total liberdade de criação
A ideia do trabalho surge de repente ou vai trabalhando essa ideia ao longo dos dias?
As ideias são todas minhas, não recebo sugestões ou indicações do jornal. As ideias tanto podem aparecer de repente como ter de as perseguir um dia inteiro…
Já elaborou o cartoon da sua vida? Qual o que mais gostou de elaborar?
É como responder de que filho gosto mais…
Já teve alguns problemas com algum dos cartoons que elaborou?
Nada de inultrapassável.
Quais as exposições que mais o marcaram?
Marcaram-me muitas. Há sempre uma ou outra que mexe mais connosco, mas é difícil estar a enumerá-las.
Para além do cartoon tem alguma actividade plástica?
Não, sou cartoonista a tempo inteiro. No passado já fui professor de Geografia (o meu curso, licenciei-me em 1988 na Universidade de Lisboa) e fui técnico nessa área em autarquias e associações de desenvolvimento.
Como gosta de ser designado: cartoonista ou cartunista?
Cartoonista, por uma questão de hábito.
Qual o trabalho que mais admira em termos de cartoonistas a nível nacional e internacional?
Admiro vários cartoonistas. Quino, Sempé, Siné, entre muitos outros.
Como explica o facto do meio dos cartoons estar dominado pelos homens?
Ora aqui está uma pergunta para a qual não tenho resposta. Talvez o melhor seja criar quotas de participação como na política.
Cartoonistas que admira ou que o influenciaram.-Todos os que admiro, como os que já referi atrás, acabaram por me influenciar de algum modo.
Indique o cartoon que mais gostou até ao momento (de outro autor).-Gostei de muitos. Talvez as tiras da Mafalda, do Quino, na altura em que as li, tenham sido os que mais me marcaram.
Sara Oliveira
Conceição Oliveira
Postado por ConceiçãoOliveira às 4:23 AM
Falam…falam…
mas não fazem nada…
Os candidatos a deputados pelo distrito de Braga, Miguel Laranjeiro (Partido Socialista) e Agostinho Lopes (Partido Comunista) estiveram de visita à nossa escola durante o período eleitoral.
Nas duas reuniões efectuadas e em que esteve presente representantes da Associação de Pais, alguns professores e o presidente do Conselho Executivo foram apresentados alguns dos problemas que mais afligem a escola.
O nosso presidente do Conselho Executivo, José Augusto Araújo, numa breve exposição foi desenvolvendo alguns desses pontos: a falta do tão falado mas nunca mais construído pavilhão gimno-desportivo; a cada vez maior necessidade da existência de uma psicóloga a tempo inteiro; a fraca aposta no ensino técnico e profissional e a entrega ou permuta dos livros escolares. Mais adiante ainda se debruçou sobre a questão do prematuro e preocupante abandono escolar.
Os candidatos, contrariamente ao título, ouviram mais do que falaram. Registaram as dificuldades apresentadas pela nossa escola e, como afirmaram, estarão disponíveis para, através da sua acção no parlamento, tentar resolver alguns dos problemas apresentados.
Ficamos ansiosamente à espera para confirmar que o nosso título foi profundamente injusto
Sara Oliveira
Conceição Oliveira
Postado por ConceiçãoOliveira às 4:21 AM
Os alunos não vivem só dos estudos. Os tempos livres são aproveitados para o desenvolvimento das mais diversas actividades. Fomos conhecer Nancy Costa, do décimo ano, uma bailarina de Hip-Hop, que desde muito cedo pratica esta modalidade.
Nome: Nancy Melissa Mendes da Costa
Idade: 16 anos
Filme Preferido: “Hip-Hop sem parar”
Música Preferida: “Sexy” de Shaw Desman
Que género de música danças?
Danço preferencialmente o Hip-Hop, embora nas coreografias do meu grupo utilizemos também outros estilos como o R&B, Reggae e por vezes Break Dance.
Com que idade é que começaste a dançar em público?
Comecei por volta dos 6/7 anos nas festas de família e em pequenas festas da escola, mas é claro que nessa altura não passavam de simples brincadeiras.
Por volta dos meus 11 anos é que comecei a pensar em frequentar aulas de dança. Aos 13 anos encontrei finalmente um ginásio com boas condições e que para além disso tinha um bom professor e um estilo se identificava comigo e com os meus gostos musicais: o Hip-Hop.
Tens aulas de dança ou crias os teus próprios passos?
As duas coisas. Continuo a ter um professor que nos passa coreografias, mas não deixo de criar as minhas próprias coreografias, sendo estas utilizadas, por vezes, nos espectáculos do grupo.
Já participaste em algum espectáculo musical?
Sim, já participei em vários espectáculos entre eles um campeonato de nacional de Hip-Hop do qual saímos vencedoras, ocupando o 1º lugar. Participei também em espectáculos, em jogos de futebol e voleibol do Vitória de Guimarães e da Selecção Nacional, e outros espectáculos para os quais somos convidadas regularmente, discotecas, bares…
Gostavas de fazer da dança a tua profissão?
Não, porque acho que não seria um emprego capaz de me proporcionar uma vida estável. Contudo, gostava que o Hip-Hop estivesse presente ao longo da minha vida, pelo menos como hobbie, pois é uma actividade que me consegue acalmar e fazer esquecer um pouco dos problemas que todos temos no dia-a-dia.
Tens algum bailarino/a que admires? Porquê?
Para além dos cantores, Justin Timberlake, Beyoncé e Usher que revelam dominar esta arte, admiro muito o bailarino/coreógrafo Wade Robson pelo seu trabalho em vários videoclips de artistas internacionais, como são exemplo, os três cantores acima referidos.
Dançar foi uma opção tua ou os teus pais aconselharam-te?
Dançar foi uma opção minha, embora os meus pais nunca me tenham negado apoio.
Sara Oliveira
Conceição Oliveira
Postado por ConceiçãoOliveira às 4:19 AM
Durante este período realizei os seguintes artigos em conjunto com a minha colega de trabalho (Sara):A cobertura do PS na sua vinda à escola; A continuação das entrevistas com os cartoonistas, desta vez com o Luís Afonso ( conseguimos o seu comntacto), e a entrevista a dançarina de Hip-Hop, Nancy.
Seguem em anexo as comprovações do trabalho realizado.
Postado por ConceiçãoOliveira às 4:00 AM
Postado por ConceiçãoOliveira às 3:30 AM
Sexta-feira, Março 11, 2005
Durante este período realizei os seguintes artigos:
- A cobertura do PS na sua vinda à escola;
- A continuação das entrevistas com os cartoonistas, desta vez com o Luís Afonso
Postado por ConceiçãoOliveira às 2:43 AM
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Entrevista
Idade: 53 anos
Profissão: Professor de EVT/artista Plástica
Filme: Feiticeiro de Ós (é um filme da minha meninice em que eu deixei me subir, como miúdo provocou-me encantamento.)
Música: Cantores de intervenção como o Zé Mário Branco, Zeca Afonso, Sérgio Godinho… mas gosto de jazz são um tipo de música relaxante.
Cartoonista Preferido: Vou nomear 3; o António, o Vasco e o Luís Afonso cartoonista do público. Todos eles são diferentes uns dos outros.
O António penso que será aquele cartoonista mais abrangente, ou seja tem um trabalho graficamente muito conseguido, agradável, é acessível a toda as camadas trabalha muito bem a caricatura inclusivamente, e é um homem talvez de todos o mais consagrado internacionalmente que tem ganhado muitos prémios a nível internacional. É efectivamente o cartoonista português mais consagrado.
O Vasco tem um estilo muito diferente, bastante agressivo e não tanto acessível como o António e admiro-o pelo o estilo. O Luís Afonso é pela simplicidade e oportunidade, é um fulano que todos os dias, que faz mais do que um cartoon também vive disso, é prolífero nesse aspecto e depois parece auto-retratos dele, todas as figuras são parecidas com ele o que é curioso é que dentro daquela simplicidade eu sou capaz de ver ali as pessoas que ele representa como o 1º ministro actual ou de então como o Durão Barroso, ou Paulo Portas ou o outra personalidade qualquer é interessante como de uma forma simples que ele faz uma pessoa vê o aspecto gráfico tão simples a oportunidade dos cartoons e da temática que ele todos os dias faz, daí que cal deles, é que são diferentes. O António talvez aquele que enche mais o olho, o Vasco mais expressionista, mais contundente, quase mais extremista e o Luís Afonso mais simples e se calhar mais oportuno.
Qual o cartoon que mais gostou até ao momento: há tantos, eu tenho os meus também, é extremamente difícil dizer, à coisas muito boas, à diversos livros sobre os cartoons políticos que são interessantes.
Por exemplo ainda agora vi um em que aparece o 1º ministro de Israel e Arafat, via-se as armas de um lado e do outro depois cessou o conflito e viam-se a dizer “Em tão que tal estás bom, estás aí”, achei curioso. Tenho dificuldade, mas por exemplo posso me dar ao luxo de ter alguns meus. À cartoons sobre o ambiente em que lembro-me de um entre outros, em que aparecia um barco a fundar e uma mancha negra de petróleo e terminava como que uma espécie de mão que agarrava os peixes a destruir, a matar. O cartoon é muito interessante para introduzir em várias disciplinas. São temáticas muito interessantes para os miúdos, e eles são muito receptivos.
Sempre gostou de desenhar ou pintar?
Sim, desde que me lembro, na minha meninice que eu comecei por desenhar pelo chão, recordo-me que quando era miúdo o meu pai trazia papéis da empresa e eu estava sempre à espera dele para desenhar, recordo-me de desenhar bicharada com lápis de cor. Já desenhava mesmo antes de ir para o ciclo.
Sempre teve este talento?
Já, qualquer pessoa pode aprender a desenhar, assim como pode aprender a jogar à bola ou tocar piano é obvio que nem toda a gente vai ser um Figo ou uma Maria João Pires assim como um Picasso, não aspiro a ser Picasso tenho muita admiração por ele e até é um dos meus artistas que eu aprecio. A palavra jeito, eu não conheço, recordo-me até que um amigo meu a quem fiz uma ilustração para um livro em aguarelas (foi um grande desafio para mim), e quando estudávamos juntos ele disse-me: “Tu tens uma mão”, e eu respondi-lhe “Tenho uma mão igual à tua”a mão só faz o que a cabeça manda, portanto a questão de jeito é uma falácia, por que efectivamente nós temos apetências. Á coisas que quer queiramos, quer não são natas, até gosto de ajudar pessoas a desenhar, a dar estratégias no sentido que as pessoas aprendem, que nunca imaginariam fazer. Á vários tipos de inteligência, a minha inteligência está mais canalizada para a linguagem das imagens, manipulação destas, tudo o que estiver ligado com as imagens, não é só o desenho a pintura, é a fotografia, o cinema tudo o que tiver haver com trabalhar, criar, formas bi ou tridimensionais, para aí estou voltado e sinto-me bem.
Quando e como elaborou o primeiro cartune?
Não me lembro, recordo-me de quando era adolescente, gostava de fazer caricaturas dos meus colegas, na altura ainda não se falava do cartoon, era uma palavrão que ainda não tinha chegado até nós, eu fazia desenhos de um certo humor e fazia desenhos, gostava também de fazer poemas de chacota, no fundo era fazer humor com palavras. Para aí com os meus 13 anos talvez, na altura em que me metia com os meus colegas.
Como é que encara o cartoon, como um hobbie ou trabalho?
Nem uma coisa nem outra, porque não sou profissional a esse nível, sou professor vivo do ensino, como artista plástico faço o que quero, quando quero e como quero, se fosse só artista plástico, não poderia fazer só o que queria, talvez pudesse até monetariamente estar melhor e até ser mais conhecido, optei mais pelo o ensino, um dia talvez se me reformar e tiver mais uns anitos pela frente talvez me dedique só às artes. No caso do cartoon colaboro com o Povo de Guimarães, mais pelo sentido de intervenção, ou seja o homem é um ser político, porque vive em sociedade, e nós sem querermos tomar uma posição partidária, o cartoonista é um crítico que usa uma linguagem sintética, apelativa condimentada com humor e ironia, esta é a minha definição de cartoonista. Ser cartoonista é tipo uma obrigação da consciência.
Em termos jornalísticos o que o levou a optar pelo cartune?
A linguagem onde eu faço as coisas de uma forma muito natural e fluente. È no desenho e como eu gosto muito da caricatura, e quando comento qualquer coisa que está mal eu gosto de dizer de uma forma criativa e humorista, nós podemos dizer piadas mas estas são construtiva.
Qual a importância que dá ao cartoon no jornal? (Um jornal sem cartune é como comida sem sal?)
Por vezes os jornais tem tendência por ser demasiado cinzentos, tem muito texto, também aparece fotografia, mas o desenho é mais poderoso que a fotografia costuma-se dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, porque o cartoonista vai enfatizar determinadas partes da imagem, e põe outras de lado na medida em que nós trabalhamos a imagem de forma a ela ser mais sintética, na fotografia por vezes, há muito ruído, há coisas que estão a mais e que vão perturbar a mensagem. Daí que desenho vá dar um condimento o tal sal que os jornais precisem.
Que temas é que aborda nos cartoons?
É tudo, futebol, política, dia-a-dia da nossa cidade, principalmente a nossa cidade, por exemplo no último número falei da política e do futebol, em que digo que finalmente o governo deu dinheiro (pagou) para a remodelação do estádio, foi 1 premio que aconteceu aki à tempo e aki realmente meti política, mas aki a dias estava para meter coisas locais, e ia dizer assim esta semana vamos ter jazz e o são Martinho e o outro dizia num sitio isco e noutro vinho, pegar realmente aki assim, em coisas que aconteceram no São Martinho (que são profundas), porque pertencem à nossa cultura, o JAZZ veio de fora e está relacionado com outro tipo de cultura, outro tipo de pessoas que frequentaram e não as mesmas pessoas que foram ao São Martinho mas de qualquer forma é uma maneira de fazer 1 registo, a que mais tarde possa consultar e ver o que se passou naquela semana em Guimarães.
É mais fácil falar assim de política ou de outro tema?
É uma coisa que eu tomo muito cuidado para não ferir satiridades, ou seja, porque isto é quase como as anedotas, à anedotas com muito nível e outras com baixo nível e penso que o cartunista é a mesma coisa tem que saber os seus limites, penso que realmente só se isto falhar, porque á assuntos melindrosos questões que tem que haver com a religião e assim, que são dogmáticas, e à partida respeito essas coisas e não me meto com elas, tem mais a ver com coisas que as pessoas se candidatam no caso “ponpeu fales” falar nisto é porque se tem intenção de fazer e porquê que não faz depois as coisas que acontecem no dia a dia e vamos fazer 1 reparo para este problema para as pessoas se alertarem para essa situação, se alertadas com uma piada até vão pensar que se deve falar daquilo meti uma piada, é uma piada que tem uma certa política sem dúvida nenhuma mas tem que a ver com o crescimento cultural, ai não custava muito, mas para fazer um certo reparo.
Os trabalhos que elabora partem de sugestão do jornal?
É assim eu chego aqui e apresento o que me apetece, mas é muito mais fácil fazer cartuns para o jornal nacional do que para uns jornal local, porque a nível nacional e mundial à varias coisas, mas aqui é mais confinada, chego aqui e pergunto o quê que à esta semana e eles dizem não à nada, ou então o que à não é relativo à piada, quando acontece isto vou para o futebol porque isso dá sempre, e por exemplo o Vitória foi jogar a Vila do Conde e viu-se aflito e quase que afogava no rio Ave e o outro perguntava não me digas que foi nas Taipas, brinca-se 1 pouco. Pergunto muitas as vezes aos meus amigos que assunto à para falar e digo vou falar sobre isso, porque a nível local tem que se estar a ver os assuntos que surgem mas a nível nacional é fácil.
A ideia de trabalho surge de repente ou vai trabalhar a ideia ao longo dos dias?
Não é rápido. Eu chego aqui e pergunto que assunto é que á, eles dizem-me à este, este e este eu saio ando à volta de 200 metros e já tenho uma ideia uma piada feita na cabeça.
Já elaborou o cartone da sua vida? Qual o que mais gosta?
Fiz vários, mas aquele que mais gostas se calhar não, penso que uma pessoa, quer sempre mais, porque se tivesse feito o cartune que mais gosta-se já estava realizado, um pessoa nunca se pode sentir realizado, a outra também diz que plantou uma árvore e fez um filho e uma coisa qualquer, eu já fiz isto tudo e acho que ainda tenha muito mais para dar, não é, à algumas que gosto bastante mas ainda muitas coisa para fazer.
Como analisa o trabalho dos outros cartunistas dos jornais do concelho?
Pouco, muito pouco, tenho 1 rapaz amigo que foi meu aluno, que colaborava aqui no Povo agora ultimamente deixou. Depois, não temos nada, à muito pouco, acho que um jornal que contradiz muito o cartune é aqui o grupo de Guimarães, porque para além de mim à outros cartunistas é claro, embora não vou dizer que 99%, mas 98% são meus. Inclusivamente a ideia de publicação de livros, esta ideia de fazer 2 volumes o 1º para fazer uma homenagem aos outros cartunistas que passaram aqui pelo jornal Povo de Guimarães que teria como titulo “Povo” e como subtítulo “Sal com Todos”, o segundo como titulo teria o mesmo do 1º volume e como subtítulo “só Sal”, isto só para dizer o que é, é que a nível daqui do Povo de Guimarães, o Padre Miguel chegou a fazer uns cartones interessantes, mas com pouca assiduidade, chegou a fazer pouco do Dr. Mota Prego presidente da assembleia municipal, tivemos 1 senhor que era extraordinário , que foi mais que um cartunista, foi o 1º director do Povo o Professor Carneiro, gostava muito das caricaturas que ele fazia, não eram bem cartones, tivemos também 1 senhor Inglês que era arquitecto paisagístico, quem está no jornal não sei se é no Comercio trás umas piadas, não sei se é do Afonsinho. Acho que não dá para assinalar, porque aquilo que sei não dá (isto não é para por). Aqui á tempos na escola Francisco de Holanda fiquei encantado com os cartones feitos por uns alunos, aos quais achei muita piada, e quando dei por ela vi que ele tinha sido meu aluno. À moços novos com muita piada mesmo, só que tenho pena que não apareçam.
Qual o trabalho que mais o admira a nível de cartones a nível nacional ou mundial?
Há vários cartunistas que colaboram com revistas que têm trabalhos muito interessantes. Há uns com um grafismo apelativo, há vários.
Já participou em alguma exposição?
Eu tenho feito várias exposições mas mais ao nível da expressão plástica, a nível de cartune vejo que fazem exposições pelo país mas confesso que nessas exposições nunca participei, fiz uma vez na sociedade Martins Sarmento, fiz na Escola D. Afonso Henrique já lá vão alguns anos e na Gil Vicente que foi na semana da Banda Desenhada com cartunes. Tenho apostado mais a nível das artes plásticas, até porque tenho ido mais longe a este nível.
Para além do cartune tem outra actividade plástica?
A minha formação é nas artes plásticas. A minha área é da pintura. Tiro fotografias, faço instalações intervenho na paisagem. Fiz uma peça escultória que está junto do estádio do lado nascente que é uma homenagem ao desporto foi inaugurada em 2004, tenho outra peça em Creixomil que tem a ver com comemoração a carta do Rei Ramiro.
Nas belas artes, sou licenciado em professor de artes plásticas mas tive uma cadeira de opção na qual era escultura em ferro na universidade.
Em que revistas e jornais já participou?
Em essencialmente é o Povo de Guimarães, como cartunista colaboro aqui numa revista do centro de formação para professores no centro Francisco de Holanda que é a revista ELO, e cheguei a publicar em jornal, mas permanentemente é no povo de Guimarães.
Como gosta de ser designado cartonista ou cartoonista?
Devia de ser só com “o”, já que isto é um estrangeirismo, eu por acaso ponho com 2 “o” porque foi assim que me habituei a escrever. Mas na Itália os cartonistas são conhecidos por Vinhetistas, isto porque um cartoon é uma vinheta, e seria mais correcto nós usarmos este termo, já que nós desenhamos em vinhetas, como é o caso de Luís Afonso que faz numa tira.
Não existem muitas mulheres cartoonistas?
Sim, a nível internacional é uma mulher que têm muita piada é a Maitena, é muito oportuna é muito crítica perante a sociedade.
Não há muitas mulheres cartunistas?
Nunca se vê mulheres a fazer humor, mas de uma maneira geral vê-se mais homens. Até a nível das artes plásticas, os homens pintam/surgem nos primórdios do Renascimento é que começamos ouvir nomes de Grandes Mestres e Mulheres? Nada.
Digam-me artistas portugueses com projecção internacional: Paula Rego, outro nome que já morreu Vieira da Silva, Graça Morais, e o que nós perdemos. E antes de Vieira da Silva tivemos uma pintora que as pessoas pensam que é um homem que é a Josefa de Óbidos quando dizem o José Fadobidos. A mulher durante mais tempo não teve hipóteses. Até porque as mulheres definem um objectivo e querem atingi-lo, já os homens estão mais predispostos para anedota, piada.
Postado por ConceiçãoOliveira às 3:24 AM
Entrevista
Idade
profissão
Clube preferido:
Filme:
Música:
Cartoonista preferido
Qual o cartoon que mais gostou até ao momento
Elaborar um cartoon para o nosso jornal
Sempre gostou de desenhar ou pintar?
Quando e como elaborou o primeiro cartune?
Como é que encara o cartoon, como um hobbie ou trabalho?
Em termos jornalísticos o que o levou a optar pelo cartune?
Qual a importância que dá ao cartoon no jornal?
(Um jornal sem cartune é como comida sem sal?)
Que temas é que aborda nos cartoons?
(se falar na política.
é mais fácil abordar esse tema do que outros?
Aborda mais as questões locais ou a nível nacional
Os trabalhos que elabora partem de sugestões do jornal ou tem total liberdade de criação
A ideia do trabalho surge de repente ou vai trabalhando essa ideia ao longo dos dias?
Já elaborou o cartune da sua vida? Qual o que mais gosta?
Como analisa o trabalho dos outros cartunistas dos jornais do concelho
Qual o trabalho que mais admira em termos de cartoonistas a nível nacional ou internacional?
Já participou em alguma exposição?
Em que revistas e jornais, já participou?
Para além do cartoon tem alguma actividade plástica?
Como gosta de ser designado: cartoonista ou cartunista
Postado por ConceiçãoOliveira às 3:17 AM
As Crianças e a Televisão
A violência na televisão está cada vez mais presente na sociedade. Contudo, este é um problema que ainda deixa indiferente uma boa parte da população.
Mas o trigal preocupa-se, e sendo este o seu trabalho, informar, damos-lhe a conhecer a violência que muitas vezes nos passa ao lado.
A violência está a um simples click no telecomando da televisão, em frente aos nossos olhos. Sejam programas para adultos (telejornais), como os programas para crianças (desenhos animados)
O efeito de uma imagem violenta, mesmo que dure apenas uns segundos, tem tendência a ficar mais tempo na memória que uma imagem banal. A imagem é enfeitiçadora, memorável e muito contagiosa, pois as crianças têm muita tendência para a imitar. Esta violência não está reduzida apenas à agressão infantil, física ou verbal, mas também a agressões directas como disparar uma arma contra alguém, atacar uma pessoa com uma faca, atear fogo num edifício, entre outros.
No entanto, as opiniões a respeito da violência divergem. Se uns pensam que a violência só é vista por quem quer, pois temos sempre a hipótese de apagar a televisão, outros têm uma teoria diferente. As imagens violentas aparecem sem avisar e de que serve depois de as vermos desligarmos a televisão, se se é impossível desligar a mente.
A verdade é que os pais não podem estar sempre presentes, enquanto os filhos assistem televisão, visto que, a sua actividade profissional não lhes permitem.
Se os programas televisivos são de entretenimento o público vê-os se são culturais são super aborrecidos. Podemos constatar isso ao afirmar que as telenovelas, séries e programas de humor são os programas mais vistos, o que já não se pode dizer a cerca dos programas educativos e informativos, que são completamente esmagados pelos programas de entretenimento. Estes dados são o resultado de uma pesquisa aprofundada aos alunos do 1º, 2º, 3º e 4º anos das escolas do Pinheiral e da Charneca.
Tiramos ainda a conclusão de que, depois de uma contínua liderança dos famosos “Power Rangeres” quem vence agora são os Tartarugas Ninja, mudam as máscaras e a violência continua. Influenciadas pelos seus ídolos estes tem tendência de os imitar ou pelo menos fazer da violência, o seu “companheiro” do dia-a-dia.
Sentadas em frente da televisão estas procuram as melhores posições para assistir aos seus programas ingerindo refrigerantes e doces, pensando ser este o melhor comportamento, deixando de parte as actividades ao ar livre, as conversas com a família, amigos e até mesmo os estudos. As consequências deste comportamento são diversas, como o aumento de peso, fazer menos exercício, ler menos apresentar pior desempenho escolar.
Postado por ConceiçãoOliveira às 2:56 AM
É cada vez mais previsivel o que irá acontecer ao nosso Glorioso, se não comecarem a tomar medidas drásticas. Há uma promessa, o Benfica ser campeão nacional, é preciso cumpri-la.
Os melhores cumprimentos da benfikista:
Conceição Oliveira
Postado por ConceiçãoOliveira às 2:33 AM
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